Reabilitação pós Covid-19, microplásticos nos oceanos e quilombolas no Univerciência

O Univerciência deste sábado (20) vai falar sobre os métodos de reabilitação de pacientes com sequelas pós Covid-19 e um projeto que analisa o impacto dos microplásticos nos oceanos. O programa traz também uma pesquisa sobre pequenos mamíferos como roedores e marsupiais na Caatinga. Nesta edição tem ainda uma reportagem sobre o mapeamento das atividades quilombolas e os serviços essenciais como saúde e creches. No‌ ‌ar‌ ‌pela‌ ‌TVE‌ ‌aos‌ ‌sábados,‌ ‌às‌ ‌14h30,‌ ‌o‌ ‌programa‌ ‌tem‌ ‌horários‌ ‌alternativos‌ ‌às‌ ‌segundas-feiras,‌ ‌às‌ ‌20h30,‌ ‌e‌ ‌quartas-feiras,‌ ‌às‌ ‌7h30.‌

Após a recuperação da Covid-19, muitos pacientes graves ainda têm o desafio de retomar a rotina normal. Nessa fase as sequelas deixadas pelo vírus ficam evidentes e podem comprometer a qualidade de vida. É aí que entra a missão dos pesquisadores do Ambulatório de Saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) que buscam promover a reabilitação e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, com atendimento à população e desenvolvendo pesquisas que analisam as sequelas da doença.

Uma ameaça muito debatida nos últimos anos por ambientalistas e cientistas: os microplásticos. Eles apresentam riscos, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana. Estudar essas partículas, que chegam a no máximo 5 milímetros de espessura, tem sido um desafio na Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Pesca, que analisou a dieta de diferentes espécies para quantificar o impacto dos microplásticos. O projeto leva em consideração o tipo de alimento que consomem e a pesquisa analisou 214 estômagos de sete diferentes espécies de peixes, coletados de 2015 a 2017 na praia do Meireles, em Fortaleza.

Estudantes do curso de Ecologia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) têm ido a campo para capturar animais e realizar a coleta de dados para a pesquisa “Ecologia e diversidade de pequenos mamíferos da Caatinga: roedores e marsupiais (mamíferos de bolsa)”. O projeto faz um levantamento da diversidade e estuda a dinâmica da comunidade e das populações de pequenos mamíferos não voadores como ratos, cassacos (gambás, saruê). O estudo é pioneiro na caatinga do Rio Grande do Norte, numa área que ainda mantém todas as características dessa vegetação preservada.

No campus Arcoverde, no sertão de Pernambuco, os cientistas buscam o mapeamento das comunidades quilombolas porque apenas 7% das terras reconhecidas como pertencentes a povos remanescentes de quilombos estão regularizadas no Brasil. O grupo de Extensão “Direito em Movimento” da Universidade de Pernambuco (UPE), produz mapas para calcular as distâncias entre as comunidades quilombolas e os serviços básicos como postos de saúde e creches. A iniciativa resultará em um relatório que será enviado ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União para colaborar para a garantia de direitos essenciais dessas comunidades.

Criado em 2020 pela TV UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), o Univerciência transformou-se, a partir da parceria com a TVE Bahia e 40 instituições públicas de ensino superior de todo o Nordeste, em um conteúdo colaborativo com alcance e repercussão nacional, através da veiculação por TVs públicas, educativas, culturais e universitárias, e nos canais das emissoras, universidades e institutos na internet.

Source: UFRB
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